Conheça a história de "Hey Jude", a música-símbolo de Paul
McCartney compôs a música pensando no casamento de John Lennon, que chegava ao fim
Elder Dias
A entrada de Yoko Ono transformou a vida de John Lennon e provavelmente encurtou o futuro dos Beatles como banda. E ela acabou sendo o estopim criativo para a composição de "Hey Jude", celebrizada como uma das maiores canções do grupo e a mais marcante interpretação de Paul McCartney.
Apesar das músicas marcarem sempre "Lennon-McCartney" como compositores, algumas músicas e/ou letras eram feitas quase que exclusivamente por um ou outro. Assim como "Help" e "Come Together" são "100% John", outras — além de "Hey Jude", poderíamos citar "Michelle" e "Let It Be" — são "Paul puro".
"Hey Jude" foi composta logo que John se divorciou de sua primeira mulher, Cynthia. Paul McCartney escreve a letra pensando no filho do casal, Julian Lennon, e remete a canção a todos os filhos de pais separados. Em vez de "Jule", porém, escreve "Jude". John viria a interpretar como um recado também para si, como se Paul estivesse falando para John (Jude) não ter medo de ser feliz com o novo amor, Yoko, que entrava em sua vida — daí o trecho "Hey Jude, don't be afraid/ You were made to go out and get her" ("Ei, Jude, não tenha medo/ Você nasceu para sair e tomá-la para você").
"Hey Jude", assim como "Let It Be", são hinos dos Beatles que nunca sairão dos shows de Paul McCartney. Assim como foram executadas em Belo Horizonte, primeiro show da turnê "Out There", estarão no set list que será tocado nesta segunda-feira, 6, em Goiânia.
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